Categorias
Fim de Jogo

Strider (2014)

Os longos passos do ninja cibernético.

Frenético.

Colorido.

Divertido.

Esses são os princípios básicos que definem o Strider, releitura do jogo homônimo do ninja cibernético de cachecol vermelho mais conhecido por sua participação na série Marvel Vs Capcom.

Foi um dos poucos jogos sobre o qual eu conheço os pontos positivos e negativos, mas existe uma dificuldade em chegar a uma opinião final acerca de sua qualidade. Posso atribuir isso ao meu desconhecimento acerca dos jogos originais.

Dito isso, Strider é um dos melhores reboots que já joguei. Ele te consegue te apresentar os elementos que definem o personagem e insere coisas novas sem comprometer a experiência.

É só passear pelo Youtube para saber do que os originais se tratavam: andar freneticamente, pular e cortar em progressão linear de fases. Esses elementos foram mantidos e modernizados, por mais que fases lineares não sejam um problema seria mais daqueles jogos velhos com gráficos atualizados.

O jeito em que se dá essa modernização de Strider é extremamente interessante. É até estranho como os movimentos frenéticos do Strider Hiryu funcionam em um cenário metroidvania,  que é essencialmente exploratório e não-linear. Isso também é transposto na maneira de adquirir colecionáveis, a alta mobilidade te incita a explorar cada cantinho do mapa.

Ele não tem medo de estar constantemente te recompensando, seja com uma nova habilidade necessária para progredir para a próxima área ou com power-ups que aumentam sua capacidade total de vida.

É perceptível o quão o legado de Hiryu é respeitado. A busca para derrotar Grandmaster Meio em futuro distópico na República Socialista Soviética de Kazakh é a mesma trama do jogo original para os arcades. Os chefes são os mesmos, com designs atualizados, mas o confronto com eles ainda segue filosofias de jogos antigos: aprender os padrões de movimento deles e esperar a brecha para atacar.

A trilha sonora segue o mesmo princípio. Existem composições originais mas a maioria da trilha é composta por remixes das músicas do Strider de 1989 que combinam ainda mais com a agilidade e o balançar da espada de plasma.

Sua estrutura metroidvania já citada, lembra muito Shadow Complex, até mesmo a abordagem que a câmera faz em alguns momentos. É visualmente lindo, a cada golpe desferido nos inimigos saem faíscas e combinado com o ritmo frenético, é apenas bonito de ver todas aquelas cores na tela.

Eu espero que esse Strider da Double Helix sirva de exemplo de como realizar um reboot: atualizar um personagem para filosofias modernas de design sem interferir com a essência que caracteriza o personagem.

E obrigado por inventarem um cachecol de neon.