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Fim de Jogo

140

Cento e quarenta emoções.

Originalmente publicado em 12/01/2014

Tenho fascínio por jogos que abandonam convenções adotadas pelos grandes videogames atuais.

Por isso, estou jogando mais jogos independentes do que antes, só pelo fascínio que certas obras despertam em mim. Particularmente, gosto daqueles que são apenas experimentos. Somente pequenas jornadas para provar um certo ponto ou unicamente pela vibe que está transmitindo.

Isso define 140. Um jogo minimalista nomeado e conceituado pelas cento e quarenta batidas por minuto encontradas em músicas eletrônicas.

Definido pelo criador Jeppe Carlsen (Limbo) como um jogo de plataforma “old-school”, sincroniza a música com a jogabilidade somada a uma dificuldade digna de um Mega Man clássico.

A série Bit.Trip e Sound Shapes utilizam o mesmo conceito da sincronia, mas aqui é realmente necessário prestar atenção na música que está sendo tocada para obter êxito na plataforma.

Os obstáculos equivalem as batidas da música, reagindo de acordo com ritmo, variando juntamente com as cores do cenário a cada vez que uma “bolinha” é adquirida.

O resultado disso é a união da trilha sonora com a jogabilidade, tornando-os uma coisa só.

A magia de 140 não está somente nisso, também está na sutileza das formas, utilizando apenas as formas básicas: círculos, quadrados e triângulos. Cada um deles representa o estado atual de seu avatar dentro do jogo, seja pulando, correndo ou apenas ficando parado. Além disso o cenário é simples e usa muito cores chapadas ao seu favor mudando constantemente resultando, em alguns momentos, verdadeiras experiências psicodélicas.

É interessante ressaltar a sua homenagem aos jogos de plataforma antigos, não só em sua dificuldade, mas na maneira que aborda os “chefões”. Ele utiliza os mesmos elementos previamente vistos transformando em uma seção de pensamentos rápidos e muita frustração, assim como as batalhas contra chefes normalmente são.

Embora seja relativamente curto, duas horas, no máximo, serve de exemplo da máquina de criatividade que são os videogames.